Ansiedade: A doença do século XXI


Ser ansioso é ter a necessidade de controlar o incontrolável e sofrer por não obter êxito. Mas há quem diga, em sua ignorância, que ansiedade é excesso de preocupação com o futuro, que é viver o que estar por vir deixando de vivenciar o presente.


Esta é uma maneira muito simplista de definir um transtorno que causa sofrimento a 9,3% dos brasileiros, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Esse percentual é o equivalente ao número de pessoas que vivem nas duas maiores cidades do Brasil: São Paulo e Rio de Janeiro. E é justamente por este crescente número de pessoas com transtorno de ansiedade, que medidas de prevenção e tratamento devem ser levadas a sério.


Ora, ansiedade faz parte da natureza humana. É algo instintivo e que nos protege de perigos eminentes. Quando é então que devemos nos preocupar?


A ansiedade passa a ser um fator patológico, e que precisa da ajuda profissional, quando o indivíduo passa a sofrer por conta disso, seja com uma angústia constante, sintomas somáticos como palpitação, sudorese, falta de ar e muitas vezes uma sensação de que está tendo um infarto.


Se negligenciada, a ansiedade pode evoluir para quadros mais graves, tais como: crises de pânico, fobias e até mesmo Transtorno de Pânico, agravando o quadro a ponto de impedir a pessoa de sair de casa com medo de sofrer um ataque de pânico.


Na maioria dos casos o transtorno de ansiedade pode ser tratado somente com psicoterapia, mas em alguns estados mais avançados o uso de medicação é necessário, diminuindo o sofrimento do paciente com os sintomas causados pela ansiedade e permitindo que o processo psicoterapêutico seja mais eficiente.


O mais importante é pedir ajuda profissional. Não dê ouvidos ao senso comum e cuide da sua saúde psíquica.


André Cazé

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