Como estamos envelhecendo?


No meu segundo ano de faculdade, eu fiz um estágio em um lar de longa permanência durante 10 meses. Durante esse período, conheci cerca de vinte senhoras que viviam naquela casa e que carregavam diferentes histórias, diferentes medos e diferentes perspectivas de futuro.


Conversamos sobre diversos assuntos, realizamos atividades juntos, conhecemo-nos um pouco, mas o nosso convívio terminou ao final de 2014.


Diante daquele cenário, comecei a me questionar como estamos nos preparando para a velhice. Muito se fala em atividades físicas, alimentação, prevenções e mais prevenções, mas e a mente? Como fica a mente dessas pessoas que hoje passam dos 90? Afinal de contas imagino que não queiramos ser idosos fisicamente perfeitos, mas com depressão, baixa autoestima, demência, etc.


O trabalho do psicólogo na velhice é tão importante quanto em qualquer outra fase da vida, podendo até se aproximar do atendimento feito a uma criança que está se desenvolvendo. O idoso também passa por novos desenvolvimentos, afinal ele perde algumas coisas e por isso precisa aprender outras para continuar tendo uma qualidade de vida digna.


Outro ponto de atenção que nós, psicólogos, devemos ter é referente aos lutos vividos pelas pessoas idosas. E não falo aqui só da perda de pessoas, mas até mesmo da sua identidade como ser humano útil à socidade.


Nossa sociedade está vivendo cada vez mais, então vamos cuidar para que esses anos a mais sejam com muito vigor físico e mental.


André Cazé

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