Liderança: Medo ou Admiração?


O que você, como líder, quer que seus liderados tenham por você? Medo ou Admiração?Esta é uma questão que infelizmente ainda temos que discutir em pleno século XXI, pois embora o conceito de liderança tenha mudado drasticamente nos últimos anos, ainda temos gestores (ou chefes) que pensam e agem como se estivessem na metade do século XX.


Conversando com pessoas de diferentes segmentos, percebo como aquele perfil de chefe autoritário, centralizador e ditador ainda está presente em muitas empresas. Isso acaba sendo um dos principais motivos de equipes inteiras não desenvolverem várias habilidades, pois são boicotadas por esse gestor que adota um estilo de liderança diferente daquele que Rhandy Di Stéfano chama de Líder Coach em seu livro Líder Coach.


O que tenho percebido é que esses profissionais adotam essa postura por vários motivos, entre os quais podemos destacar:


– Insegurança: acham que se não forem autoritários não terão o respeito dos seus liderados, ou muitas vezes até podem imaginar que eles poderão “puxar seu tapete”.

– Repetição de modelo: também pode acontecer casos em que esses líderes apenas repetem um modelo de liderança que conheceram, pois não tiveram nenhum outro exemplo.

– Falta de habilidade para lidar com pessoas: alguns excelentes técnicos são praticamente “jogados” em funções de liderança por serem os melhores no que fazem, porém devemos lembrar que o principal papel do gestor não é ser o melhor apertador de parafusos, mas sim ter a capacidade de influenciar a equipe de apertadores de parafusos para que estes se tornem os melhores apertadores de parafusos, formando então uma equipe de alto desempenho. Nesses casos os líderes não possuem habilidades de lidar com situações comuns quando falamos de gestão de pessoas e se utilizam do poder a eles concedido para conseguir o que querem. No final das contas, não conseguem o que desejam e perdem a equipe.

– Falta de controle emocional: profissionais com um baixa inteligência emocional geralmente agem por impulso com suas equipes e chegam ao ponto de serem desrespeitosos e muitas vezes a um grau tão extremo que podemos classificar como assédio moral.


Por fim, temos duas situações:


Do liderado: que deve desenvolver a capacidade de lidar com esse tipo de chefe através de uma desconstrução da imagem negativa que geralmente cria e realizando alguns treinamentos que aumentem o seu quociente de adversidade.

Do líder: em primeiro lugar esse líder precisa ter consciência de que age dessa forma e principalmente precisa se sentir incomodado com essa postura, caso contrário ele não vai procurar ajuda, pois entende que está agindo corretamente e que os liderados é que precisam mudar.


Vamos considerar o primeiro cenário, onde há vontade de mudança, neste caso o foco maior será em aumentar o controle emocional desse líder para que posteriormente ele possa desenvolver outras habilidades como: dar e receber feedback, comunicação, delegação e principalmente uma aliança com os seus liderados, baseada em confiança e respeito.


Fato é que equipes que nutrem admiração por seus líderes ao invés do medo, possuem um grau de desempenho muito maior que aquelas que vivem em um ambiente onde as pessoas apenas recebem ordens e se não as cumprem ou se as questionam, são maltratadas.


André Cazé

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