O tempo dirá...


Um dos maiores medos da pessoa ansiosa é “o que vai ser daqui pra frente”. A incerteza do futuro, do amanhã, dos próximos segundos.


Não só as dúvidas, mas todas as fantasias que pairam sobre sua mente, histórias criadas com começo, meio e fim, que contando para outra pessoa vai parecer loucura, bobagem ou preocupação desnecessária.


Segundo o velho Aurélio, ansiedade é:


1- Comoção aflitiva do espírito que receia que uma coisa suceda ou não. 2 – Sofrimento de quem espera o que é certo vir; impaciência.


O DSM V, o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, classifica a ansiedade em diferentes níveis e tipos, mas em resumo podemos dizer que seria o medo e/ou preocupações excessivas acerca do que possa vir a acontecer.


Como será então que uma pessoa com ansiedade se sente diante de frases tão usadas no senso comum, tais como: “o tempo dirá”, “o que importa é daqui pra frente”, “foco no futuro”? É justamente esse daqui pra frente, esse futuro e esse tempo que causa verdadeiro pavor para aqueles acometidos por transtorno de ansiedade.


Então ansiedade é sempre ruim? Não! Ela também nos protege! É instinto, é precaução.


Esse estado só passa a ser prejudicial quando nos impede de seguir em frente.


Vivemos em um mundo onde ansiedade e depressão são as principais queixas nos consultórios médicos e psicológicos. Só no Brasil, segundo a Organização Mundial da Saúde, 9,3% da população vivia com transtorno de ansiedade em 2017.


A notícia boa para tudo isso é que existe solução! Psicoterapia, atividades físicas regulares, algumas mudanças de hábito e em alguns casos o uso de medição, são eficazes e impedem que sejamos reféns dessa doença que aumentou com uma velocidade absurda nos últimos anos.


Se você se percebe com esses sintomas ou conhece alguém que se queixa disso com frequência, procure/indique um psicólogo de confiança. Será o passo, às vezes difícil, mas de coragem e libertação.


André Cazé

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