Quanto vale adiar um sonho?


Em mais de dois anos trabalhando com Coaching pude perceber que a maioria das pessoas, senão todas, têm o sonho de trabalhar com algo totalmente diferente daquilo que escolheram. Algumas têm isso claro e sabem que, embora tenham investido em uma carreira diferente daquilo que sonhavam, um dia vão se dedicar a algo que é de fato o que se se identificam e têm como objetivo.


Por que será então que tanta gente segue um caminho diferente do que desejam? O que faz com que essas pessoas, muitas vezes, desistam dos seus sonhos e vivam infelizes?


Durante meu trabalho como Coach, percebi que as causas diferenciam-se de pessoa para pessoa e que nem sempre foi uma escolha, mas sim uma necessidade de agarrar aquela oportunidade que surgiu no caminho contrário ao que queria trilhar.


Alguns demoram para descobrir o que de fato querem fazer, qual é a sua missão de vida e o que lhes proporciona satisfação pessoal e ao mesmo tempo ganho financeiro. Outros sabem o que querem, mas teriam que investir tempo e dinheiro para conquistar esse objetivo, e por algum motivo não tiveram essa oportunidade ainda.


Temos também aquelas pessoas que conseguem iniciar a caminhada em direção daquilo que sonharam, mas em algum momento precisam voltar e caminhar pela estrada antiga por conta de algo que fez com que elas tivessem que tomar tal decisão. Estas pessoas estariam então desistindo do seu sonho? Não! Elas apenas adiam, pois na vida sempre temos variáveis que não podemos controlar, mas o mais importante é saber em que momento devemos parar e voltar para o caminho certo, pois caminhar sem objetivo é trilhar o caminho da infelicidade.


Eu diria que não há preço por ter que protelar um sonho, mas há sim uma penalização para aqueles que esquecem do seu sonho, pois ao ter que escolher trilhar um caminho diferente por conta de uma necessidade momentânea, devemos manter em mente que o nosso objetivo não mudou, mas que circunstâncias adversas à nossa vontade fizeram com que percorrêssemos outra estrada, que vai nos tirar temporariamente da direção certa, mas que não poderá, jamais, nos fazer abandonar o nosso alvo.


André Cazé

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