Quem sou eu e o que quero?


Vivemos em uma época em que antes de ir a um médico, psicólogo, nutricionista ou qualquer outro profissional da saúde, as pessoas acessam a internet e perguntam a um site de buscas, que traz dezenas de informações sobre como, onde, quando, o que fazer. Estamos falando de um tempo em que os seres humanos passaram a ler mais sobre autoajuda, autoconhecimento, automeditação, auto qualquer coisa. Sim, nós nos achamos muito mais conhecedores de assuntos, antes desconhecidos, pelo senso comum.


Tudo tem resposta na era da informação e da tecnologia, exceto para: “Quem sou eu e o que quero?”.


É interessante como mesmo com tanta informação sobre os diferentes tipos de personalidade, signos, culturas, doenças, alimentos, tanta gente verbaliza que não se conhece direito, que não sabe tomar decisões, que não sabe o que fazer, que caminho seguir, que não consegue sair de relações falidas, mudar do emprego que odeia, etc.


Vale pensarmos se essa tempestade de informações, desencontradas e, nem sempre, de fontes conhecidas e confiáveis, pode estar causando um estranhamento ainda maior de si mesmo e ao invés do autoconhecimento, as pessoas estejam apenas seguindo os padrões ditados por esses ensinamentos.


Veja bem, não estou dizendo que as pessoas não devem ter acesso aos conteúdos e adquirirem mais conhecimento, o que quero, é provocar uma reflexão sobre a banalização e simplificação em excesso  do processo de descoberta sobre si mesmo, seja algo sobre a alma (mente) ou sobre o corpo.


André Cazé

7 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo